segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Alma...?

Após o mais profundo mar ter se formado com as lágrimas torrenciais daquela pequena criatura que vive desabando na sua solidão sombria, outro conjunto melodioso se criou, boiando nas águas turvas e salgadas, para reerguer os que estão aos prantos e levá-los ao calor de um abraço terno, como que o sol dá diariamente. 

Fecha teus olhos, pequena criança.
E bota as tuas mãos em teu peito.
Para poder sentir a tua alma mansa.
Que fica berrando no silêncio perfeito.

Gritando palavras em desespero
Chorando tempestades eternas
Causando enchentes no corpo inteiro.
Afogando as tuas cadeias de serras.

Acalme-a com cuidado, meu pequenino.
Pois teu bem mais precioso está em teu interior.
Então cuide dela como o máximo de carinho.
Para que ela vença seus tormentos de horror.

E possa abrir um largo sorriso ensolarado,
trazendo luz para teu coração atormentado.
Como um grande sol que arde bastante alegre.
E que brilha eternamente, com a vida que segue.


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